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ENDOISMO - FUNDAMENTOS

 

 

OBJETIVOS FUNDAMENTAIS

          O Endoismo aponta vários objetivos para o despertar da mente em sua trajetória pelos  caminhos da evolução. Antes de serem considerados como deveres ou obrigações, eles se  constituem em direitos da alma:

Entender que o corpo é o templo da alma.

Atribuir à família o valor de um presente divino.

Compreender que o trabalho é um meio, e não um fim – uma grande oportunidade de interagir.

Agradecer as lições de cada desafio.

Transformar em realidade cada sonho.

Tornar a Terra um paraíso a ser admirado em todo o sistema solar.

Honrar a vida como benção recebida.

Tornar-se um Sol. 

Ter consciência de que o objetivo fundamental de toda vivência é o despertar da realidade divina interna.

 

DICIONÁRIO DE ENDOISMO

ENDOTERAPIA

     Terapia realizada a partir da mentalização, mantralização e aplicação dos 10 atributos divinos, com o objetivo de proporcionar aos pacientes reflexão, meditação e cura.

ENDOCHAMA

             Refere-se à chama interior. Um outro e significativo sentido nos ensina a ouvir o chamado interior proporcionado por nosso Eu Superior. Irradia da alma, então, uma luz que pode ser vista por mestres e seres sensíveis.

ENDOLUZ

          Refere-se à luz interior de um indivíduo. Independentemente de seu grau evolutivo, todos os seres possuem uma certa quantidade de energia que lhes é peculiar. Naturalmente, quanto mais evoluído é o ser tanto maior é a sua reflexão de luz. Vem dos mundos inferiores, passa pelo reino humano e adentra aos planos superiores. No que diz respeito especificamente aos seres humanos, é muita rica a escala de luz que cada pessoa possui e reflete.

ENDOVOZ

          Neste caso, diz respeito à chamada voz interior, a voz da alma, que se manifesta contínua e gradativamente à medida que o discípulo atende ao chamado de seu mestre interior. Em muitos casos, essa voz é silenciosa e pode manifestar-ser através da intuição.

ENDOMESTRE

          É o mestre interior, isto é, a vibração mais elevada de um ser. Quanto mais avançamos no caminho tanto mais efetiva se torna a sua participação em nossa vida, até o momento de atingir total sintonia. É o momento da realização da unidade divina.

ENDOCAMINHO

          Há muitas maneiras de um ser humano evoluir, principalmente agora que as escolhas são múltiplas. Entretanto, basicamente, podemos alinhar a jornada evolutiva de uma pessoa em duas: o caminho exterior, a partir da ignorância (desconhecimento) dos verdadeiros motivos pelos quais está encarnada no plano físico, contemplando, pois, a ilusão dos sentidos, e o caminho interno, que pode ser melhor visualizado a partir do despertar da consciência. Vivenciar os estágios da vida de forma simultânea – isto é, tanto exterior quanto internamente – já é um bom sinal, mas chegará um momento no qual a escolha pelo caminho divino será inevitável, porque o discípulo compreenderá que não pode existir e não existe dualidade, mas sim uma única e verdadeira unidade.

ENDOMÚSICA

          É a música inspirada pela alma. Seu objetivo é despertar bons sentimentos, alegria de viver, exaltar virtudes, promover a paz, o equilíbrio interno e até mesmo curar. A endomúsica irradia elevadas vibrações e viaja pelo infinito, porque possui vida própria e, como chuva de luz solarina, afeta positivamente o espaço no qual se manifesta.

ENDODEUS

          Todos os seres humanos possuem uma centelha divina, que pulsa e vibra, expressando a vida em toda a sua plenitude. Fazendo parte da grande mônada divina, o homem é um deus pequenino, o micro do grande macrocosmo vital. Assim visto, podemos dizer que cada ser humano possui uma faísca divina, razão pela qual passamos por diversos graus evolutivos até expressar nossa consciência cósmica.

ENDOPAZ

          Refere-se a um estado de paz interior que só pode ser alcançado quando o discípulo cumpre a sua missão conscientemente. De forma ainda não explicada pela ciência, a alma sabe que a paz mundial só pode ser atingida quando for realizada internamente, em primeiro lugar. O íntimo sabe que nada poderá afetar sua vida real. Ao despertar da consciência interna, ele se torna um mestre da vida.

ENDOVIDA

          Todos nós possuímos um pequeno universo interior e, embora, não tenhamos conhecimento ou controle absoluto sobre a vida que acolhemos, ela existe. Este assunto tem sido defendido calorosamente por inúmeros pensadores, filosofias e religiões ao longo dos séculos, enfatizando o divino em cada ser. Atualmente, a ciência proporciona subsídios fantásticos nesse assunto, acelerando o despertar da consciência cósmica.

ENDOSSOL

          Refere-se ao Sol interior, que atrai para si a totalidade de nossos pequenos planetas internos (órgãos, células, bactérias, micro-seres) e pessoas de nossas relações, fazendo o nosso universo girar em torno da luz da Unidade Divina.

 

O PERFUME DA UNIDADE DIVINA

   Decorridos séculos e milênios, muitas pessoas continuam filosofando sobre velhas angústias – que continuam angustiando a mente e perturbando a alma: quem somos, de onde viemos, o que estamos fazendo neste mundo, etc, etc. A grande piada é que, se tais questões já foram respondidas um sem número de vezes, por qual motivo continuam sendo feitas? Por mais estranho que possa parecer, a resposta é bastante simples: todo dia, toda hora, em algum lugar, uma alma se aproveita das crises, do sofrimento e dos paradoxos do cotidiano e faz a mente consegue ultrapassar os limites que a ilusão.

        Ao sair do plano cósmico, a alma tem plena consciência de certas obrigações e desafios que precisam ser enfrentados para evoluir, assumindo o compromisso de cumprir o desígnio divino. Entretanto, ao chegar nesta vida, ainda bebê, o esquecimento toma conta da consciência e das promessas feitas.

       Ao longo da existência, e cada vez mais distante de sua verdadeira realidade divina, a pessoa se esquece da missão, do alvo que precisa atingir e das metas a que se propôs (ela mesma). Ora vê as belezas do caminho, ora para em lugares aprazíveis, ora goza das delícias do mundo físico, ora se sente impotente diante das circunstâncias. Isto sem falar, de outros fatores, que atrasam o projeto da alma – personalidades inchadas, bens materiais em excesso, ilusões passageiras. Muitos dos confortos da vida moderna e conhecimentos duvidosos mais confundem do que ajudam. Há tantas coisas boas para se fazer! Há tanto para aproveitar! Eu trabalho, eu mereço! Posso me permitir um ligeiro e merecido descanso!

       Lamentavelmente, muitas pessoas gostam da vida que levam e imaginam que tudo será para sempre neste mundo físico (cada vez mais descartável). O tempo corre cada vez mais célere, e muitas nem percebem que o progresso também cobra o seu preço.

       O progresso nos faz viver mais e melhor, mas também coloca em nosso caminho situações adversas que precisam ser enfrentadas – muitas das quais não podem ser compradas com dinheiro! O que antes era um presente da providência divina, pode se transformar em um fardo. Aos verdadeiros seguidores do caminho espiritual tais palavras não devem ser motivo de preocupação, mas motivo para uma merecida reflexão.

       A vida, diz o Endoismo, deve ser vivida intensamente, mas jamais devemos nos esquecer do perfume da Unidade Divina presente em cada momento. Viva Deus! Viva Deus! Viva Deus!  

VIVENDO EM HARMONIA

     Depois de décadas de conflitos entre religião e ciência, finalmente surge uma luz no fundo do túnel, e uma espécie de trégua conduz o discípulo ao caminho do entendimento, da harmonia e da cooperação.

     Assim entendido, chegamos à conclusão de que não podemos viver num mundo sem a presença cooperativa da razão e da fé, mas que podemos - e devemos – aproveitar o melhor das tradições religiosas e da ciência para crescermos tanto exterior quanto internamente. Não rejeitar o passado (a tradição cultural e religiosa), olhar para o futuro (ciência) e viver o presente – de corpo e alma, este é o fundamento do Endoismo.

     Se algumas religiões e filosofias apenas sentem algo sobre a vida e outras pretendem sentir a vida diretamente, o Endoismo, por usa vez, não se satisfaz plenamente com nenhum dos dois métodos, mas percorre uma terceira via. Ele não se contenta em sentir algo sobre a essência ou sentir a essência, mas sim convida o indivíduo a transformar-se na própria essência, isto é, ser ele mesmo a própria vida.

     De uma forma simples, o Endoismo aponta os fundamentos da evolução e o motivo pelo qual o ser humano “desce” ao plano físico – despertar a consciência de que todos somos seres divinos em ação, no aqui e agora! Por isto, para o Endoismo, a prática tem importância maior do que a teoria, o dogma e a filosofia. Ser é maior do que estar ou vir-a-ser.

     Aproveitar cada momento, absorver o melhor da vida, expandir o mundo interior e despertar da grande ilusão é a alma do Endoismo. 

OS DOIS CAMINHOS

      Dois são os caminhos que uma alma pode percorrer durante a trajetória que leva ao despertar da consciência crística:

1 - O caminho da evolução

2 - O Caminho do progresso

        O primeiro caminho, o da evolução pura e simples, se caracteriza pelo fato de ser o estágio inicial da caminhada em busca da perfeição divina e, naturalmente, depreende que o indivíduo avança lentamente. Ele ainda não desenvolveu a consciência de que, mesmo estando encarnado no plano físico (na Terra, por exemplo), sua alma é divina e possui dentro de si (adormecida)  a semente que um dia vai germinar e transformá-lo em um ser integral. Por esta razão, sua caminhada é longa, penosa, áspera, conturbada. Mesmo tendo uma família, amigos e um mundo que parece real, no seu íntimo ele precisa lutar contra as surpresas e desafios que a vida reserva. 

       O segundo caminho é "descoberto" a partir do momento em que o indivíduo desperta para a sua verdadeira natureza intrínseca, isto é, quando adquire a (auto)consciência de quem realmente ele é. Muito mais do que uma simples descoberta, é um momento mágico, porquanto é fruto de uma longa caminhada de conhecimentos, experimentações, sofrimento na vida, ou, em outras palavras, de um grande esforço pessoal.

       Na verdade, tudo isto significa apenas crescimento interior, despertar da consciência do endo. Agora, ele não mais dependerá de ninguém, nem mesmo da providência divina para suprir suas necessidades. Ele segue em frente não porque mandam ou exigem, mas porque ele - e só ele - quer.      

       Percorrer o caminho do progresso significa velocidade emocional, mental e espiritual, deixando para trás o que atrasa, o que desgasta, o que limita, passando a encarar novos desafios que vem pela frente. Agora, ele descobriu o caminho e tornou-se mestre de si mesmo!

Reflexão

Em qual caminho me encontro atualmente?

Ouço os anseios de minha alma?

Se ainda não estou no caminho do progresso, o que me impede de escolher um novo padrão de vida e ser feliz em coração e alma?

Quanto estou me esforçando?

DESPERTAR - A GRANDE AVENTURA

     Firmar na consciência os fundamentos de um sistema filosófico e transformá-lo em um modo de ser, pensar e agir mais alegre e mais divino, um verdadeiro estado de espírito, um caminho de luz, um portal para o futuro.

     Para tudo isto, não mais é preciso – como antigamente – retirar-se do mundo para as cavernas, florestas, montanhas ou mosteiros, pois a mente ampliou os seus limites. O homem agora tem consciência de que é possível viver a sua vida normalmente, sem perder de vista os princípios mais elevados. Aprender e ensinar, receber e compartilhar, ser aprendiz e mestre simultaneamente.

     A mente viaja tanto pelo infinito cósmico, maravilhando-se com a majestade das estrelas, quanto pelo infinito do ínfimo, extasiando-se diante do misterioso universo quântico/nano. Ora o homem é um deus criador que dá vida ao desconhecido, ora é um bebê que engatinha num mundo de tantas possibilidades.

     No jogo da vida, ora o homem tropeça e caí, ora firma suas convicções e levanta tantas vezes quantas forem necessárias, fortalecendo os sentidos até dominar o seu destino. Por isto, o Projeto Unidade Divina considera o despertar da alma como a maior aventura do ser humano em sua jornada pelo mundo físico. Por esta razão, o Projeto Unidade Divina estabelece como objetivo maior ajudar no desenvolvimento da potencialidade da cada indivíduo e auxiliar no despertar da alma.

O SANTUÁRIO SAGRADO

          O lugar onde se está deve ser sagrado. Esse santuário, seja particular ou grupal, deve fornecer calor, abrigo e privacidade aos seus membros. Pelo simples fato de que o ambiente interage com o espírito da pessoa, esse santuário deve ser a representação de uma vida ideal, a imagem de uma felicidade inata. Uma coisa precisa ficar bem clara: onde o discípulo estiver que crie o local mais belo do mundo, seja qual for o desafio.

NOSSO LAR

       O lar, em sua essência, deve ser considerado como o templo que serve de morada para a alma em sua jornada terrestre. Deve, pois, ser simples, confortável e ter o mínimo indispensável para o seu funcionamento, sem tralhas ou objetos supérfluos. As tralhas são raízes ou apegos que prendem uma pessoa ao passado, tornando-a sonolenta e carregada. Um lar caracterizado por excesso de conforto e de objetos torna-se um verdadeiro fardo a carregar.

       Por este motivo, a construção deve ser leve e prática, realçando a essência da alma, em primeiro lugar. O lar, pois, deve ser um local destinado à contemplação e desenvolvimento do convívio familiar de alma para alma. Um local destinado apenas à reunião de personalidades propicia o desenvolvimento de diferenças entre as pessoas e mais cedo ou mais tarde favorece o florescimento de conflitos. Desta forma, um discípulo consciente deve esforçar-se para:

1.     Eliminar o supérfluo

2.     Promover o desapego

3.     Enfatizar o importante

AOS COMPANHEIROS DE CAMINHO

Antes de saber, deve o homem crer que Deus é!

Há um olho, um olho que tudo vê.

Há um ouvido, um ouvido que tudo ouve.

Há um coração, um coração que tudo sente.

Há uma mão, uma mão que nos ampara a cada instante.

Há uma voz, uma voz que nos fala à consciência.

Há um mundo, um mundo que tudo abrange.

Há uma luz, a luz de toda alma.

Há um sol, há um grande sol no coração de todo homem.

Há um brilho, um brilho que cega até os mais luminosos.

Há um esplendor, um esplendor que faz o universo resplandecer.

Da união sempre eterna da trindade fizemos do eu, do tu e do Ele o alento de toda a vida.

Em nome de Deus aprendemos a viver um outro mundo, uma outra realidade,

uma outra dimensão, sem passado, sem presente e sem futuro.

A esse Deus, a este Deus, a Ele, a Ti, a exaltação sem fim.

ESPIRITUALIDADE x MATERIALIDADE

         Para o Endoismo, devemos atualizar e corrigir os conceitos tradicionais  de materialidade e  espiritualidade, porque, trabalhando (hoje e cada vez mais) a Unidade, não  podemos mais enfatizar a dualidade, a separatividade, a exclusão e a  negação. O propósito do Endoismo é trabalhar a  possibilidade concreta da presença de  Deus no plano físico, com o que se pretende seja este mundo tão elevado que possibilite a chegada de novas energias e seres para que a Terra e, principalmente, a humanidade sejam exaltadas.

     A própria ciência trabalha com o conceito dos extremos, nos quais a densidade e a sutilidade (luz e sombra, frio e calor) são apenas dois lados de um mesmo processo. Para o Endoismo - ao enfatizarmos as diferenças -, na verdade estamos aceitando a dualidade e catalizando a separatividade como fato concreto, ou seja, ajudamos a dar vida ao lado mais inferior da vida. Em conseqüência, rejeitamos o conceito de unidade, e mais afastamos Deus de nossa vida.

    É preciso, pois, revisar alguns conceitos e policiar constantemente pensamentos e ações, de modo a acreditar na presença divina como possível em nossa vida, aqui e agora. Este, nos parece, é o principal trabalho de um discípulo que pretende contribuir para a sutilização da existência no plano fisico e deveria ser também meta constantemente a perseguida por todas as instituições - tanto religiosas quanto fraternais.

 O TAMANHO DE DEUS

     No momento atual, quando a ciência ajuda a religião a entender melhor o conceito de grandezas – sejam astronômicas sejam quânticas -, nossa visão de Deus também se exalta. Deus se torna maior (em nossa mente) quando deixamos de vê-Lo apenas como um deus tribal, como um deus de apenas uma religião, de um povo ou de uma época. Também nossas escrituras e profetas (próprios e adequados para um povo, uma época ou apenas para renovar o que está estagnado e desgastado pelas fraquezas humanas) são pequenos demais para dar a dimensão exata da majestade de Deus. Quando a Bíblia fala em termos humanos, quem pode garantir que ela abrange também a Lua, Júpiter, Saturno e o próprio Sol? Isto para nos atermos tão somente ao nosso sistema solar – que é o limite da consciência humana. E as demais estrelas, constelações e aglomerados cósmicos? E os outros “homens celestes”, dos quais o homem começa a ter um vislumbre apenas pelos olhos de telescópios?

     Então, meus irmãos, a questão é saber exatamente o tamanho do Deus no qual acreditamos: pequenino – como a Terra, ou majestoso e cósmico, tão grande quanto as estrelas e o espaço infinito, ou tão fantástico e tão maravilhoso quanto a menor das partículas nano/quânticas? E dizer que os homens se dividem e matam em nome de seus deuses particulares - não só religiosos, mas políticos, econômicos, grosseiros, frios e egocêntricos!

 Que o nome de Deus seja adorado, louvado e reverenciado

Em todos os corações, em todas as mentes das raças dos mortais

Em todos os lugares,  por todos os povos, em todas as épocas

Para todo o sempre.

Viva Deus! Viva Deus! Viva Deus!

 

 * Élcio Santos